Atualizações

30/09/2010

Poucos leitores, sei que pouco atualizo este blog. O tempo anda escasso aqui na Trivela. Portanto, peço a compreensão de todos, mas a atualização aqui será bem rara mesmo.

Mas podem ficar ligados no blog da Trivela.

Imprevisibilidade total

09/09/2010

Há alguns dias, o companheiro Felipe dos Santos Souza escreveu neste espaço sobre a imprevisibilidade deste Campeonato Brasileiro. Basicamente disse que ainda é muito cedo para apontar verdades absolutas na competição. E o Corinthians deu mais um argumento para ele nesta quarta-feira à noite.

É impressionante como o time do técnico Adilson Baptista não sabe jogar fora de casa. Ou melhor, não sabe o que fazer quando é atacado e precisa usar os contra-ataques. Contra o Atlético Paranaense ainda conseguiu sair na frente (com um pênalti inexistente, devidamente compensado depois pelo árbitro Jaílson Macedo Freitas), e mesmo assim a lentidão na ligação entre a defesa e o ataque permanecia, com o time adversário partindo para cima.

Ah, Ronaldo estava em campo e com ele o time fica muito lento. Isso pode ser até verdade, mas esse não é um problema de hoje, e sim de muitas rodadas (ou seja, sem ele). E quando Iarley entrou, nada mudou (aliás, querer ganhar o Campeonato Brasileiro com o Iarley no ataque é brincadeira).

O problema é que os volantes do Corinthians recuam demais quando atuam longe do Pacaembu e os laterais apenas defendem. Bruno César tem alternado bons e péssimos jogos, e quando Elias não consegue armar, o meio-campo alvinegro se torna nulo. Logo, Jorge Henrique fica correndo sozinho, à toa.

Se continuar dessa maneira, o Timão não se segura na ponta. Empatar em Curitiba pode até não ser um péssimo resultado, mas quem viu o jogo nesta quarta ficou com a sensação de que dava para ter conquistado três pontos.

Scola de basquete

07/09/2010

Minha análise da triste derrota brasileira para a Argentina, pelo Mundial de basquete.

Scola de basquete

Estou ansioso com o jogo (e como eu amo esse jogo)

06/09/2010

O título do post é bem direto: estou ansioso com o jogo do Brasil contra a Argentina. Não, não é futebol aviso aos mais desavisados. É bola ao cesto.

Joguei basquete dos 12 aos 17 anos de maneira “séria”. Disputei o Campeonato Paulista do mirim ao juvenil por dois clubes de Campinas. Primeiro a Sociedade Hípica, depois o Tênis Clube e encerrei a carreira na Hípica (sim, dois clubes com outras modalidades esportivas no nome, mas que sempre tiveram um basquete forte).

Eu era um bom jogador. Comecei como pivô, tinha 1m81 com 13 anos. Daí parei de crescer, fiquei mais inteligente e virei ala. Tive temporada com média de 20 pontos. Ok, duvido que vá aparecer alguém aqui para me contestar, então não preciso mais ficar me gabando.

Joguei até contra uns caras que estão na Seleção hoje. O Nezinho, por exemplo. Enfrentei esse moleque em todos os anos: ele começou em Araraquara e depois foi para o Nosso Clube de Limeira. Baita time que eles tinham, e ele sempre foi o melhor – mas nunca jogando como armador principal, e sim como arremessador. Inclusive, na terra da laranja, ele encontrou o Fúlvio. Esse era um que ninguém dava nada por ele, tinham outros melhores na própria equipe, mas virou um belo armador.

Parei de jogar por causa da faculdade – e também porque as tentações da vida de pessoa comum eram muito boas, admito. Para ser atleta é preciso treinar muito quando não se é gênio, e como esse não era o meu caso, acabei no jornalismo mesmo…

Cresci com duas paixões: futebol e basquete. Aliás, costumo falar que o futebol é o esporte mais apaixonante e o basquete o mais emocionante.

Acompanho as temporadas da NBA desde o primeiro tricampeonato do Chicago Bulls. Lembro de cabeça aquele time (Bill Armstrong, Michael Jordan, Scottie Pippen, Horace Grant e Bill Cartwright). Tenho minhas pastas com os cards da NBA até hoje guardadas – às vezes pego só para lembrar de uns caras como Anfernee Hardaway, Larry Johnson, Reggie Miller…

Mas eu não achava que só existia basquete nos EUA. Lembram quando o Oscar foi contratado pelo Corinthians? Corinthians Amway? Pois é, eu estava no Parque São Jorge em todo final de semana para assistir os caras. Fui até em final de campeonato paulista feminino de basquete em Americana (ok, era porque a Microcamp – aquele time que tinha a Paula – treinava no Tênis com a gente)!

Toda essa enrolação, essa longa e tediosa introdução para falar que eu amo o basquete. Como era gostoso jogar, sentir aquela emoção vinda das arquibancadas, a pressão pela busca do resultado, ouvir a torcida te xingando, correr pelo time… isso era bom demais. Foi muito bom enquanto durou, e me transformou em alguém ainda mais apaixonado pelo esporte.

E mesmo com tudo isso, a última vez que fiquei nervoso com um jogo de basquete foi nas Olimpíadas de 1996. Uma partida contra a Grécia, que perdemos. Depois, não parei de torcer, mas nunca mais tive aquela sensação de que podemos chegar, que temos um time forte, com gente comprometida.

Nesse meio-tempo, torci demais por nossas seleções nos Mundias, Olimpíadas e até Pan-Americanos. Acompanho e torço pela evolução da NBB. Vibrei sozinho em casa com a notícia da saída do Grego da CBB. Comemorei cada passo do nosso basquete que pudesse simbolizar um mínimo avanço. Tudo porque eu amo o jogo.

E nesta terça-feira, às 15h, temos um Brasil e Argentina pelas oitavas de final do Mundial de basquete. E estou extremamente nervoso com esse jogo. E, ao mesmo tempo, feliz com isso. Feliz por perceber que nosso basquete evoluiu, saiu daquele lamaçal onde estava atolado. Feliz porque nos últimos dias pessoas que nunca comentaram basquete na vida vieram me perguntar sobre isso.

Profissionalmente, fui para o lado do futebol no jornalismo (sou editor da Trivela.com), mas nunca se abandona uma paixão na vida. E graças à Revista ESPN, voltei a me aproximar da modalidade nos últimos anos. Como eu disse, nunca deixei de acompanhar, mas escrever matérias, entrevistar o pessoal, acompanhar treinos da Seleção, tudo isso me devolveu essa ligação que eu tinha com o basquete na minha adolescência. Voltei a comentar mais  no twitter, escrevo no blog da revista todo dia, converso mais com outros jornalistas da área…

E essa partida contra a Argentina significa demais para todos nós. Esqueçam essas baboseiras patrióticas por causa do Dia da Independência. Desencanem dessa rivalidade com os argentinos por puro bairrismo.  O que importa, mesmo, é que podemos recolocar nosso basquete em seu lugar de direito. Se batermos a Argentina, bateremos uma das melhores seleções dos últimos tempos. Daremos um enorme passo na consolidação da nossa recuperação.

Com Rubén Magnano já crescemos muito e ainda temos muito a crescer. Ele está apenas no começo de seu trabalho, que já deu provas da qualidade ao derrotarmos a Croácia, por exemplo, e fazermos jogo duro com os norte-americanos. Mas como será bom se deixarmos para trás os argentinos também. Estaremos entre os oito melhores do mundo novamente. Tarefa cumprida. E, certamente, com uma enorme repercussão. Tomara, tomara.

No fundo sei que a Argentina é favorita, mas a minha torcida é grande demais. Daquelas que apertam o peito. Como eu amo esse jogo.

Domingo de basquete

05/09/2010

As análises dos passeios de Eslovênia e Turquia sobre Austrália e França, no blog da Revista ESPN.

Eslovênia 87×58 Austrália

Turquia 95×77 França

Eslovenos e turcos se enfrentam nas quartas de final, agora. Jogão, com leve favoritismo para a Turquia.

Oitavas no Mundial de basquete

04/09/2010

Análise, com previsões, das oitavas de final do Mundial de basquete, no blog da Revista ESPN.

Perdeu, volta pra casa no Mundial de Basquete

Resumo do Mundial

31/08/2010

A prova que o Mundial de basquete é sensacional se dá com a repercussão que ele tem na mídia em geral. O jogo do Brasil nesta segunda-feira foi o ápice disso, mas a derrota para os Estados Unidos significou muito mais.

Segue abaixo os links das análises (sempre uma do Brasil e outra geral) que estou fazendo para o blog da Revista ESPN. Na matéria da edição deste mês, já previa um equilíbrio enorme, e, felizmente, é isso que está acontecendo.

Estados Unidos 70×68 Brasil

Terceira rodada

Brasil 80×65 Tunísia

Segunda rodada

Irã 65×81 Brasil

Primeira rodada

Problemas de um treinador

24/08/2010

Elias está jogando muito. Desde que Adilson Batista chegou, o jogador passou a atuar como meia, chegando constantemente ao ataque e marcando gols. Diria, hoje, que está no mesmo nível que em 2009, quando era segundo volante.

O Fluminense é líder do Campeonato Brasileiro e tem, provavelmente, o melhor elenco do futebol brasileiro na atualidade. O meio, com dois volantes e Conca liberado, além dos três zagueiros atrás, tem funcionado muito bem. Só que Deco precisa entrar nesse time. E vão pedir o Belleti também.

Cito o primeiro caso para mostrar um “problema” que Mano Menezes pode ganhar. O treinador sempre demonstrou que prefere ver Elias jogando como volante. Entende que ganha na saída de bola e mantém uma marcação eficiente. No entanto, e surpreendentemente, em sua primeira convicação chamou Jucilei. Agora, no entanto, todos pedem Elias na Seleção, só que ele voltou a ser meia, como nos tempos de Ponte Preta.

E ainda será preciso ver como o treinador do alvinegro montará o time com o retorno de Ronaldo. O 4-4-2 (ou 4-3-1-2, para os mais chatos) será mantido? Dentinho ou Jorge Henrique no time titular? Jucilei ou Ralf? Vai voltar o 4-3-3 do Mano? Mas aí o Elias volta a ser recuado…

No Flu, para colocar Deco, Muricy vai ter que mudar o estilo do time. Para soltar Conca, dois volantes marcadores jogam no meio. Deco pode fazer uma função mais recuada, jogando atrás do argentino. Mas a marcação vai ficar mais comprometida. Para colocar Belleti também, teria que sacar Diogo e Diguinho. E ainda tem o Valencia, que o próprio Muricy pediu a contratação.

Ou seja, dois problemas que, na verdade, não são problemas realmente. São peças de um quebra-cabeça tático que o técnico tem que resolver.

No caso de Mano, não vejo muitas dificuldades, apenas um fato curioso. Elias pode até estar jogando como meia, mas com o técnico gaúcho ele voltará a ser volante. E para o corinthiano é até bom que seja assim, porque a concorrência na armação é maior e para menos posições. Mas vai ser bem “incoerente” o Elias ser chamado nesse momento.

Já Muricy terá um pouco mais de dor de cabeça. Nenhum zagueiro sairá do time, até porque Mariano e Júlio César rendem bem como alas. E, como eu já disse, Deco tem que entrar. Belleti deve sobrar. E Conca não sai e nem pode. O ataque ainda vai render um pouco de enxaqueca, quando, e se isso acontecer, Fred e Washington estiverem disponíves, além do glorioso Emerson Sheik.

E, no final das contas, duas questões que implicarão diretamente na tabela do Campeonato Brasileiro. Ou melhor, na definição do campeão.

Glória do desporto nacional

19/08/2010

Vencer a Copa Libertadores não é fácil. Na verdade, é a segunda tarefa mais difícil para um clube no mundo, atrás somente da Liga dos Campeões. E o Internacional a conquistou pela segunda vez em sua história.

Conquista merecida, para um clube que se reergueu em poucos anos e tornou-se o mais vitorioso dos últimos anos no Brasil.

Fez uma campanha, neste ano, de altos e baixos. Apostou no uruguaio Jorge Fossati, que conduziu o time até as semifinais e depois foi trocado por Celso Roth. Um treinador que por muito tempo foi motivo de piada no país, e que agora passa a integrar um seleto grupo de campeões.

O Inter não é um time brilhante. Possui uma defesa segura e goleiros inseguros. Um meio-campo brigador, com cara de Libertadores, e um jogador habilidoso e que sabe como jogar esse torneio – D’Alessandro. E um ataque eficiente, que contou com as estrelas de Rafael Sóbis e Giuliano.

Certo dia estava comentando na redação que nós, apaixonados por futebol, crescemos com algumas verdades absolutas. E uma delas, para mim, era que, no Rio Grande do Sul, o Grêmio era muito maior do que o Internacional. Duas Libertadores e um Mundial contra nenhuma conquista fora do Brasil era muita diferença. Pois é… a história é escrita a cada ano que passa.

Até o final do ano, o azul e preto dos gremistas muda de nacionalidade. E vira nerazzurri.

Ilsinho e Matuzalém

17/08/2010

O São Paulo está prestes a comprar um belo imbróglio judicial. O lateral-direito Ilsinho abandonou unilateralmente o Shakhtar Donetsk há algumas semanas e busca sua liberação oficial na justiça. Alega ter ficado quatro meses sem receber salários. Com isso, conseguiu algum parecer favorável nos últimos dias e, ao que parece, está prestes a assinar pelo Tricolor.

O clube ucraniano se defende negando o atraso, e não aceita liberar Ilsinho de graça. Afinal, pagou cerca de € 10 milhões ao mesmo São Paulo em 2007.

Nesse mesmo ano aconteceu algo que o jogador brasileiro e seus representantes, que o estão orientando muito mal agora, deveriam se atentar. O volante Matuzalém, à época atleta do Shakhtar, optou por abandonar a equipe, alegando uma série de problemas. Assinou com o Zaragoza em julho. O caso correu por muitos tribunais e foi parar no Tribunal Arbitral do Esporte, em Lausanne. No final das contas, após idas e vindas nas decisões, a decisão do TAS saiu em maio do ano seguinte: Matuzalém foi obrigado a desembolsar cerca de € 12 milhões ao Shakhtar – algo bancado pelo Zaragoza.

Pois bem. Ou Ilsinho e seus representantes estão muito certos – e cercados de provas – para fazer o que estão fazendo, ou seguem no mesmo – e errado – caminho de Matuzalém, hoje jogador da Lazio. E o São Paulo repete o Zaragoza. E não é necessário ser especialista em direito desportivo para perceber essa enorme confusão.

Além disso, ao longo dos anos o Shakhtar Donetsk já provou ser bom de briga nesses casos, assim como Rinat Akhmetov, presidente do clube, com bilhões para gastar e que nunca cede em brigas com jogadores. O que parece um grande negócio hoje, pode se tornar um abacaxi em pouco tempo.

Adendo: sobre essa história de brasileiros tristes querendo voltar do Leste Europeu, já deixei minha opinião aqui.

Ilsinho e Matuzalém

Postado em 17/8/2010 às 0:42 por Gustavo Hofman

O São Paulo está prestes a comprar um belo imbróglio judicial. O lateral-direito Ilsinho abandonou unilateralmente o Shakhtar Donetsk há algumas semanas e busca sua liberação oficial na justiça. Alega ter ficado quatro meses sem receber salários. Com isso, conseguiu algum parecer favorável nos últimos dias e, ao que parece, está prestes a assinar pelo Tricolor.

O clube ucraniano se defende negando o atraso, e não aceita liberar Ilsinho de graça. Afinal, pagou cerca de € 10 milhões ao mesmo São Paulo em 2007.

Nesse mesmo ano aconteceu algo que o jogador brasileiro e seus representantes, que o estão orientando muito mal agora, deveriam se atentar. O volante Matuzalém, à época atleta do Shakhtar, optou por abandonar a equipe, alegando uma série de problemas. Assinou com o Zaragoza em julho. O caso correu por muitos tribunais e foi parar no Tribunal Arbitral do Esporte, em Lausanne. No final das contas, após idas e vindas nas decisões, a decisão do TAS saiu em maio do ano seguinte: Matuzalém foi obrigado a desembolsar cerca de € 12 milhões ao Shakhtar – algo bancado pelo Zaragoza.

Pois bem. Ou Ilsinho e seus representantes estão muito certos – e cercados de provas – para fazer o que estão fazendo, ou seguem no mesmo – e errado – caminho de Matuzalém, hoje jogador da Lazio. E o São Paulo repete o Zaragoza. E não é necessário ser especialista em direito desportivo para perceber essa enorme confusão.

Além disso, ao longo dos anos o Shakhtar Donetsk já provou ser bom de briga nesses casos, assim como Rinat Akhmetov, presidente do clube, com bilhões para gastar e que nunca cede em brigas com jogadores. O que parece um grande negócio hoje, pode se tornar um abacaxi em pouco tempo.

Adendo: sobre essa história de brasileiros tristes querendo voltar do Leste Europeu, já deixei minha opinião aqui.

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