Ainda sobre atletas estrangeiros no Brasil

Vou insistir um pouco mais no tema do último post: atletas estrangeiros no Brasil. Desta vez, porém, utilizando a ótica de outros dois esportes coletivos bem difundidos por aqui, no caso, basquete e vôlei, onde não há o mesmo preconceito existente no futebol.

A começar pela bola ao cesto (e vou me reter, em ambos casos, ao masculino, até para efeito de comparação).

Felizmente, com a criação do NBB (Novo Basquete Brasil), a modalidade no Brasil voltou a ter uma boa organização e cobertura de mídia. Isso, naturalmente, rende mais patrocinadores aos clubes e mais investimentos.

Há muito tempo as equipes brasileiras investem em talentos internacionais para reforçarem o time. No caso do basquete, são quase sempre norte-americanos preteridos pela NBA ou que não conseguiram um bom contrato na Europa. Além disso, nos últimos anos, passamos também a importar alguns sul-americanos.

Claro que, na maioria dos casos, são atletas que elevam a condição de uma equipe, mas hoje em dia, nem sempre são as estrelas, sendo subjugados a condições secundárias, em detrimento de jogadores brasileiros excelentes que temos por aqui. Isso, no entanto, não cria qualquer empecilho para que continuemos trazendo jogadores estrangeiros.

Esse intercâmbio entre estilos de jogo é fundamental, além de oferecer um recurso a mais para o treinador que tem, por exemplo, um norte-americano extremamente habilidoso e com um skill para assistências enorme. Ou um portoriquenho que é uma máquina na linha dos três (esse exemplo é um flashback das nossas derrotas para Porto Rico nas mãos de Ayuso e Arroyo).

Já no vôlei, hoje, o Brasil tem o papel de superpotência (algo que já fomos no basquete). Mesmo assim, segue trazendo gringos para cá. Ou seja, independente do nosso status, os dirigentes e treinadores seguem importando talentos.

Tudo isso corrobora, também, a questão que tratei no último post sobre o Brasil, no mercado do esporte, exercer seu papel de liderança como exerce na política e economia. Se temos condições de trazer os melhores argentinos, venezuelanos e até mesmo alguns portoriquenhos para cá, devemos fazê-lo. Aumenta o nível das nossas competições, cria mais atrativos e melhora o intercâmbio internacional dos nossos atletas.

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