É para comemorar?

Fábio Koff derrotou Kléber Leite nesta segunda-feira por 12 votos a 8 e se reelegeu, pela sexta vez, presidente do Clube do Clube dos 13. Koff era o candidato da situação, que enfrentou a dura concorrência de Leite, apoiado pela CBF (Ricardo Teixeira, dá na mesma, é pleonasmo hoje em dia).

Talvez o único motivo racional para se comemorar é a derrota da cúpula da CBF. Fora isso, alguém que está no poder há tanto tempo, merece louvor? Não da minha parte.

Sou radicalmente contra o continuismo. Isso perpetua pessoas no poder e confunde entidades com seus dirigentes – vide o exemplo citado no primeiro parágrafo. E o Clube dos 13 é, hoje, uma das entidades mais poderosas do futebol brasileiro.

Afinal, tem nas mãos o poder da divisão de R$ 1,6 bilhão pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Valor que vale até 2012. A partir daí, a Globo terá uma dura rival na negociação da renovação: TV Record.

Os dirigentes do C13 tentam espalhar que a entidade não é uma mera administradora desse dinheiro apenas. Fica na tentativa, porque, na prática, o Clube dos 13 não tem qualquer atuação fora dessa esfera.

A entidade surgiu com o objetivo de fortalecer os clubes e ser uma resistência à CBF, além, é claro, de organizar a tão sonhada liga. Atualmente, não passa de um conglomerado político, vítima de seu próprio veneno muitas vezes – e que não pode representar a todos, sem ter todos em suas filas.

Abaixo estão os votantes que decretaram a vitória de Fábio Koff sobre Kléber Leite:

Fábio Koff: Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Bahia, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Guarani, Internacional,  Palmeiras, Portuguesa, São Paulo e Sport;

Kléber Leite: Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Goiás, Santos, Vasco e Vitória.

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3 Respostas to “É para comemorar?”

  1. Fabio Martelozzo Mendes Says:

    Pra comemorar não é. Mas é pra se sentir aliviado por não entrar o boneco de ventríloquo do RT…

  2. Joao Daniel Says:

    Bom dia Gustavo.

    Aproveitando o tópico só para fazer uma pergunta:

    Bem, até que ponto podemos dizer que a morte do presidente da Polônia pode afetar a Euro-2012? Uma vez que, pelo que estamos vendo, se formos depender da Ucrânia, isso não vai a lugar nenhum.

    OBS: e sinceramente, não sei o q pensar sobre essa eleição, pq sabendo o q a genet sabe do Koff, do Leite e do Teixeira, são todos farinhas do mesmo saco. Daki a poko, “em nome da copa”, é capaz de os três fazerem algum tipo d aliança, e só quem perderia com isso, são nós, amantes do futebol.

    Vlw

    • gustavohofman Says:

      A morte do presidente da Polônia deve atrasar ainda mais o cronograma de obras. Pela legislação do país, uma nova eleição será realizada. Com isso, naturalmente, tudo atrasa um pouco. Mas nesse caso a Uefa deve ser mais compreensiva.

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