Sobre esse Guarani

A maior parte dos brasileiros não faz ideia de como esteja o Guarani hoje em dia. Fora os campineiros, com o Bugre na Série A2 do Campeonato Paulista o clube ficou escondido da imprensa. Porém, nesta quarta-feira à noite o time encara o Santos pelas oitavas de final da Copa do Brasil e, em breve, reestreia na Série A do Brasileiro. Portanto, aí vai uma breve apresentação do atual Guarani.

Após uma surpreendente campanha na Série B do ano passado, quanto o Guarani conquistou o acesso tendo ficado todas as 38 rodadas da competição entre os quatro primeiros, o clube teria que encarar a segunda divisão estadual neste primeiro semestre. Para tanto, a diretoria conseguiu manter o técnico Oswaldo Alvarez, considerado por muitos como o grande responsável pelo acesso.

No elenco, do meio para a frente, manteve praticamente todos os jogadores. O problemas foi na defesa… com as saídas do lateral-direito Maranhão, do zagueiro Bruno Aguiar (ambos para o Santos, inclusive) e do lateral-esquerdo Eduardo (Palmeiras), o setor foi desmontado. Justamente o melhor do time. Para piorar, os reforços foram terríveis.

Com a Série A2 em andamento, todos imaginavam que o Bugre conquistaria o acesso com facilidade. Em campo, no entanto, o que se viu foi um time desmotivado, que parecia se arrastar. As derrotas para equipes como São Bernardo e Flamengo de Guarulhos dinamitaram a moral do elenco. Totalmente abalado, restou ao Guarani suar até a última rodada para não ser rebaixado e disputar a terceira divisão paulista em pleno ano de seu centenário. Pelo menos isso conseguiu.

Vadão deixou o clube na semana passada. Seu contrato ia até o final de abril, mas o treinador acertou a rescisão com a diretoria – ele não queria ficar (e deve ir, inclusive, para a Ponte Preta). Rodriguinho, volante que veio do Atlético Paranaense, também deixou o Brinco de Ouro há pouco tempo e seguiu o rumo de seus ex-companheiros para a Vila Belmiro.

Para o Brasileirão, a diretoria bugrina promete trazer reforços de peso – até agora não foi o que se viu. Garante também que irá acertar com um treinador renomado – em Campinas a imprensa especula Vágner Mancini, Antônio Lopes, Pintado e Artur Neto. O presidente Leonel Martins de Oliveira, com seu jeito calado, mantém tudo nas mangas.

A verdade é que, na prática, hoje, o Guarani é um time esfacelado. Enfrentará o melhor time do Brasil na atualidade com um técnico interino (Waguinho Dias, observador técnico do clube) e um elenco à espera do desmanche. Os jogadores, pelo menos, garantem estar motivados, já que aparecerão para todo o país – e terão mais uma oportunidade para mostrar que merecem permanecer no grupo para a Série A.

Contra o Santos, nesta quarta-feira à noite, o goleiro será o jovem Juliano, formado na base bugrina e que tem feito boas partidas (Douglas, especulado pelo Grêmio, ainda recupera-se de contusão). A zaga terá três jogadores (pela primeira vez no ano): Valdir, Dão e Cássio. Na ala direita, o meia Alex Cruz, ex-Flamengo, será improvisado por lá, enquanto na esquerda, Fabinho Almeida, ex-Paraná, ocupará o setor.

Os volantes serão o capitão Cléber Goiano (um dos poucos que se salvou no ano) e Maycon, emprestado pelo Internacional. Na armação, o experiente e rodado Walter Minhoca – que ainda não reeditou as boas apresentações de 2009. No ataque, o rápido e baixinho Fabinho terá a responsabilidade de voltar para compor o meio também, enquanto Anderson Costa (ex-Vasco da Gama e seleções de base) será o centroavante, já que Ricardo Xavier está machucado.

O futebol, como todos bem sabem, é uma caixinha de surpresas e não possui mais bobos (dois clichês em uma mesma frase!!!). O Santos é o favorito absoluto, e achar que o placar não será dilatado é apostar em zebra. De qualquer modo, do outro lado estará um clube com enorme tradição, campeão brasileiro de 1978, que já revelou dezenas de jogadores para a Seleção e com uma torcida fanática (que estará em bom número na Vila).

Portanto, a lógica diz que o Santos goleia. Mas o Bugre, certamente, não quer facilitar a vida dos matemáticos de plantão.

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Uma resposta to “Sobre esse Guarani”

  1. Du Abramides Vespoli Says:

    Belo texto Bisna… principalmente o final!!!

    Saudações Bugrinas.

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