Jucilei que manda

O Corinthians virou refém do Jucilei. Desde a convocação do volante para a Seleção Brasileira, o jogador passou à condição de titular incontestável. E isso prejudica o alvinegro.

Não estou falando que Jucilei seja ruim, pelo contrário, é um jovem de 22 anos, muito promissor, com ótimo toque de bola e eficiente na marcação. Só que era reserva no Corinthians, e só voltou a ser titular por causa da Seleção.

Ao convocá-lo, Mano Menezes demonstrou uma incoerência enorme. O meio corinthiano era formado por Ralf, Elias e Bruno César, com os três atacantes à frente. Sim, quando um dos atacantes deixava o time era Jucilei que entrava. Ele também sempre foi o principal reserva utilizado por Mano, mas, majoritariamente, foi reserva.

Além disso, desde 2008 esse time do Corinthians joga bem no 4-3-3, e não no 4-4-2. Essa mudança tática, por exemplo, teve muito peso na eliminação da Libertadores. Mas, voltando ao tema Jucilei, o que acontece agora é que o novo treinador, Adilson Batista, não pode mais tirar Jucilei do time. Tudo por causa da convocação de Mano.

Ralf não vai sair, já que é o cara que marca e joga à frente dos zagueiros. Elias é intocável, assim como se tornou Bruno César. Para entrar o volante que veio do Corinthians Paranaense, obrigatoriamente um dos atacantes vai para o banco. Jorge Henrique, Dentinho, Iarley… isso sem especular quando Ronaldo, eventualmente, jogar.

Com isso, Elias muda de posição, porque acaba saindo mais para o jogo. “Ah, ele fez um bom jogo contra o Flamengo”. Sim, é verdade, mas me lembro de pelo menos uma meia dúzia de partidas ruins do jogador nessa posição e nenhuma outra boa. Posso até estar exagerando, mas Elias rende muito mais como um segundo volante – e isso é mérito de Mano, porque quando ele foi contratado da Ponte Preta, ele veio como meia, já que se destacou em Campinas assim, naquela equipe da Macaca vice-campeã paulista em 2008.

Agoa que Dentinho se lesionou, a vida de Adilson Batista ficará mais facilitada, mas um retorno de Ronaldo é previsto para osm próximos jogos. Além disso, há uma pressão no Parque São Jorge para o treinador dar mais espaço ao argentino Defederico. E seria algo justo, já que, com Mano, ele nunca teve uma sequência de partidas. Na Libertadores, por exemplo, o atual técnico da Seleção o queimou colocando como titular no primeiro jogo e sacando no intervalo.

Adilson, precisa, é escalar o time de acordo com o que o Corinthians precisa. Com Jucilei no banco.

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